Assurance Banca vs TRS
Reportagem
Os campeões em título, Assurance Banca, procuravam o bicampeonato precisando de levar de vencida a TRS para carimbarem o passaporte para o jogo decisivo da competição. Por seu turno, a TRS ambicionava igualmente atingir a final e desforrar-se da pesada derrota sofrida diante desta mesma Assurance Banca na fase de grupos (2-7).
Cedo se percebeu que este jogo ia ter uma história completamente diferente. A partida foi equilibrada do primeiro ao último segundo e jogada a alta intensidade. A TRS entrou forte e João Filipe Correia, isolado diante de Vasco Albuquerque Mota, atirou ao lado. Estava dado o mote para o que se seguiria. Na sequência de um livre, o mesmo João Filipe Correia atirou forte com a bola a desviar na barreira e a trair o guardião Vasco Albuquerque Mota. A Assurance Banca reagiu de imediato com João Miguel Ilhéu em plano de destaque. Por duas vezes, este jogador esteve perto de igualar a contenda, mas não conseguiu levar a melhor diante de Valter Rafael Felizardo. Contudo, aos 14 minutos, a Assurance Banca empatou mesmo a partida. Oportuno, Duarte Carvalho Rosa, à boca da baliza, desviou para o fundo das redes não dando qualquer hipótese ao guardião contrário. A Assurance Banca esteve próxima de dar a cambalhota no marcador, mas o tiro de Pedro Sotomayor Calvário embateu com estrondo na trave. Mais eficaz se revelaria a TRS que, na resposta, se colocou de novo em vantagem. João Filipe Correia, novamente em destaque, assistiu primorosamente Filipe Madeira Agostinho que finalizou com muita classe. Com um minuto apenas por jogar, pensou-se que a TRS iria para o descanso a vencer, mas, na última jogada da primeira parte, a Assurance Banca restabeleceu de novo a igualdade. E que golo! António Couceiro Baião, brilhantemente, rodopiou sobre um contrário e, depois de se enquadrar com a baliza contrária, apontou um golo de belíssimo nível. Ao intervalo, a igualdade a dois golos aceitava-se.
No segundo tempo, a toada do jogo não se alterou com o equilíbrio a ser a tónica dominante. Álvaro Alexandre Cruz, do lado da TRS, e Pedro Sotomayor Calvário, por parte da Assurance Banca, rapidamente obrigaram os guarda-redes adversários a aplicarem-se. Num jogo de parada e resposta, a Assurance Banca colocar-se-ia pela primeira vez em vantagem à passagem do minuto 26 quando, na sequência de um pontapé de canto, Hugo Miguel Rego surpreendeu Valter Rafael Felizardo com um remate direto ao qual o guardião não se conseguiu opor. A Assurance Banca ganhava uma vantagem preciosa, mas não por muito tempo. Aos 28 minutos, surgiu o golo da jornada e, quiçá, do torneio. João Filipe Correia, do meio da rua, puxou a culatra atrás e, com o seu pé esquerdo, desferiu um autêntico míssil que só parou no fundo das redes à guarda de Márcio Trindade Martinho. Um golo monumental capaz de levantar qualquer pavilhão. Voltava tudo à estaca zero e assim permaneceu até final apesar das tentativas das duas equipas. O vencedor seria então encontrado no desempate por grandes penalidades. Na “lotaria”, João Filipe Correia, Tomás Ribeiro Cunha e Filipe Madeira Agostinho não falharam pela TRS. Do lado contrário, João Miguel Ilhéu e Hugo Miguel Rego não falharam também. Porém, a fava saiu a Pedro Sotomayor Calvário que, muito infeliz, acertou em cheio no poste. O campeão em título Assurance Banca caía assim por terra seguindo a TRS para a final em mais uma partida fantástica desta PwC Cup 2024.
Duelos
| Assurance Banca | TRS | |
| 4 | JOGOS | 4 |
| 2 | VITÓRIAS | 2 |
| 2 | DERROTAS | 2 |
| 0 | EMPATES | 0 |
| 23 | GOLOS MARCADOS | 15 |
| 15 | GOLOS SOFRIDOS | 23 |
