Esta partida revestia-se de capital importância para as contas do título. Frente-a-frente encontravam-se os Killers, terceiros da geral, e os Papatoitoi, líderes do campeonato. Este jogo era, acima de tudo, crucial para os Killers. Com quatro pontos de atraso em relação ao líder, embora conte ainda um jogo a menos, só a vitória interessava aos "amarelos". Por seu turno, os Papatoitoi pretendiam vencer para darem mais um passo rumo ao título. Como tal, a pressão estava do lado dos Killers. Não foi assim de estranhar que os Killers tivessem entrado a todo o gás com Nuno Rosário a criar perigo por duas ocasiões. Contudo, na primeira vez que os Papatoitoi foram à baliza contrária fizeram golo. Excelente jogada colectiva com Mané a assistir João Manuel que, na passada, apontou um tento de belo efeito. Estava inaugurado o marcador. Os Killers tentaram responder mas esbarraram na fabulosa exibição do guardião Ricardo Guedes que foi impedindo com espantosas defesas que a igualdade surgisse. Aos 15 minutos, surgiu o segundo golo dos Papatoitoi. João Manuel apontou um pontapé de canto com a bola a tabelar em Pedro Simões e a surpreender Neves. A vencer por 2-0, o jogo corria de feição aos Papatoitoi mas os Killers nunca baixaram os braços e, dois minutos volvidos, Rui Egídio cometeu grande penalidade sobre Nuno Rosário. Chamado à conversão, Pedro Esteves não conseguiu levar a melhor sobre Ricardo Guedes que, com uma defesa soberba, negou o golo ao capitão dos Killers. No entanto, aos 20 minutos, surgiu finalmente o primeiro golo dos Killers. Nuno Rosário, de calcanhar, assistiu Rodrigo Didelet que, solto de marcação, não perdoou. Renascia a esperança dos Killers mas, até ao intervalo, os Papatoitoi sentenciaram o encontro. Com dois golos em três minutos, João Manuel e Rui Alves, após passes de Cláudio e Mané, estabeleceram o marcador em 4-1, resultado que se registava ao intervalo. No segundo tempo, os Killers voltaram a entrar melhor cedo mostrando que ainda acreditavam na reviravolta. Logo no primeiro minuto de jogo, Pedro Esteves esteve à beira de reduzir mas, mais uma vez, Ricardo Guedes com uma defesa fantástica negou o golo ao defesa contrário. Apesar das inúmeras tentativas contrárias, Guedes ia com maior ou menor dificuldade impedindo que Rodrigo e seus pares reduzissem a desvantagem. E, contra a corrente do jogo, até foram quase os Papatoitoi a marcar novamente. Porém, Rui Alves não conseguiu dar o melhor seguimento a um cruzamento de João, cabeceando para fora. No entanto, eram os Killers quem estava na mó de cima e, desta feita, foi Pedro Simões por duas vezes a ficar próximo do golo. Mas, para não variar, Guedes voltou a estar à altura dos acontecimentos. Até final, manteve-se a toada de jogo com Vítor Albuquerque e Nuno Rosário a colocarem à prova mais uma vez os reflexos do guarda-redes Guedes. Contudo, os Killers tanto procuraram o golo que, aos 48 minutos, conseguiram finalmente reduzir a desvantagem por intermédio do inconformado Rodrigo. Este golo surgiu já perto do apito final do árbitro inviabilizando a recuperação dos Killers. A vitória dos Papatoitoi aceita-se face à grande eficácia demonstrada e à fantástica exibição do seu guarda-redes Guedes. Contudo, a margem mínima talvez traduzisse melhor o que se passou em campo. O guarda-redes Guedes e o médio João Manuel foram os melhores jogadores em campo dos Papatoitoi. Do outro lado, destaque para as exibições do médio Rodrigo e do incansável avançado Nuno Rosário.