Tal como as casas de apostas previam, este encontro, foi disputado num ritmo bem elevado, desde o primeiro minuto. Tendo nas suas fileiras, jogadores com qualidades já comprovadas em edições anteriores deste torneio, o desfecho final da partida foi-se mantendo uma incógnita. Mais rodados e mais acutilantes, os As Cutuvelu, foram tomando as rédeas da partida. Com algumas dificuldades, os Calharizense, vão fazendo das tripas coração, para aguentar as investidas. Aos nove e dez minutos, Virgobal Medina e Gonçalo Gonçalves, respetivamente, fizeram funcionar o marcador. Estes golos, contra as expectativas criadas, tiveram o dom de despertar a equipa do Calharizense, que aos poucos foi equilibrando a partida e o golo de Alexandre Santos, é o exemplo máximo. Com pouco mais de cinco minutos, para serem jogados, o equilíbrio de forças foi notório e são os respetivos guarda redes, as figuras principais, que com as suas intervenções, conseguem manter inalterado o resultado no marcador.
Cientes que só a vitória interessa, o Calharizense, reentra em campo a todo o gás e cria muita apreensão junto da equipa adversária. Os As Cutuvelu, estão nestes segundos vinte minutos, uns furos bem abaixo e introduzir a bola na baliza, foi uma carga de trabalhos. Em abono de verdade, a prestação do guarda redes, Nuno Gaspar, foi abismal. Defendeu tudo o que havia para defender, incluindo a marcação de um castigo máximo. Tal como diz o velho proverbio futebolístico, "... quem não marca, sofre...", os As Cutuvelu, viram sem apelo nem agrado, os Calharizense, marcar por duas ocasiões. Alexandre Santos e José Alves, foram os obreiros desta reviravolta.
O destaque na partida, só pode mesmo ser entregue ao colectivo da equipa dos Calharizense. A união faz a força e neste encontro, foi mesmo o que se passou. E um pouco de sorte.