Este era o grande momento porque todos nós esperávamos. A grande final era disputada por 2 equipas já velhas conhecidas e que já andam nestes campeonatos há já algum tempo, sendo inclusive duas equipas intervenientes no nosso campeonato de SuperLiga Masterfoot da 1º divisão. São duas formações com grandes ambições nas competições onde se inserem e o que é facto é que esta não fugiu à regra. O encontro começou de forma espantosa. Logo aos 5 segundos de jogo, o S.E.L. adiantava-se no marcador com um golo de Nuno Pereira, mostrando por um lado forte determinação desta equipa em querer vencer esta final e por outro, o facto dos jogadores dos On The Edge terem entrado adormecidos na partida. E a dormir continuaram, pois o domínio pertencia por completo aos estivadores que eram sempre mais rápidos e decididos nas suas acções, o que originou ao passar do minuto 7, uma grande penalidade a castigar um derrube na área. Chamado a converter, Carlos Fialho não perdoou. Este golo mexeu com os jogadores do On The Edge que assim despertaram para o encontro e começaram, agora sim, a mostrar o seu real valor. Numa jogada de grande perigo, o avançado Licas “The Kid” obrigou a guardião adversário a uma grande intervenção de forma a negar o golo, que parecia quase certo. Com o resultado desfavorável, os On The Edge, conseguiram equilibrar os pratos da balança e conseguiriam reduzir o marcador para 2 a 1 por intermédio de Trinca ao passar do minuto 20.Este jogador surgiu muito bem na área após a execução de um livre directo. Quando o jogo caminhava para o intervalo e quando toda a gente já pensava que o resultado iria se manter assim, eis que surge mais um golo do S.E.L. e de novo por Carlos Fialho, cujos seus argumentos ficaram bem expostos neste lance através do repentino dos seus movimentos, de um jogador de finta curta e rápida e de remate fácil e poderoso. No 2º tempo como seria de esperar, os On The Edge, apostaram tudo no ataque, na procura de dar a volta ao encontro e começaram a empurrar o adversário para junto da sua área defensiva. O grito da revolta foi dado pelo capitão, Jorge Ribeiro que ao passar dos 38 minutos, recuperou o esférico no seu meio campo e galgou terreno, tendo passado por 2 adversários e de forma fulminante disparou para a baliza contrária, fazendo desta forma um golão de levantar qualquer estádio. Faltando apenas um golo para chegar ao empate, os jogadores dos On The Edge, acreditaram piamente que poderiam alcançar, esse objectivo, tendo então colocado um ritmo no jogo ainda mais intenso. Mas também podíamos testemunhar que o seu adversário, com uma boa organização defensiva, conseguia tapar todos os caminhos para a sua baliza e aproveitava ainda para realizar contra-ataques bastante precisos e perigosos. Com o tempo o ataque dos On The Edge foi esmorecendo e já no período de descontos, a figura do encontro, Carlos Fialho, selava o encontro com um golo de outro mundo, ao bater um livre directo quase do meio campo que não deu hipóteses de defesa ao guardião. Vitória justa da equipa que soube explorar bem os erros do adversários e que quando foi necessário, defendeu com unhas e dentes a vantagem na partida. Quanto aos On The Edge, foram uns dignos vencidos, sabendo valorizar a vitória do adversário, nunca baixando os braços.