À entrada para a 3ª ronda do campeonato, defrontaram-se duas equipas que até ao momento não tinha conhecido ainda o sabor da vitória. Tantos os Matrakilhos como a formação do Ramaldense, tiveram a mesma "sorte", ao terem um empate e uma derrota. Portanto foi com enorme entrega e empenho que ambas as equipas entraram em campo e com a esperança de averbarem a primeira vitória no campeonato. Mas desde cedo se verificou uma postura mais atacante, de maior dinâmica e domínio por parte do Ramaldense. De facto a disciplina e organização táctica deste conjunto foram preponderantes para um futebol de grande qualidade que presentearam no excelente relvado do CIF. Por sua vez o conjunto dos Matrakilhos, apesar de toda a entrega dos seus jogadores, deparava-se com o problema de jogar com apenas 7 elementos. Isso prejudicou e de que maneira a estratégia da equipa que com o passar do tempo se tornou uma presa fácil para o adversário. Por isso não foi de estranhar que os golos começassem a aparecer, sendo o marcador inaugurado aos 17 minutos por Miguel Lage, num cabeceamento ao 2º poste, após um livre cobrado para o interior da área. Dois minutos volvidos o 2º golo surgiu para esta equipa, por intermédio de Rui Ribeiro. Este seria o resultado com que se chegava ao intervalo, apesar do intenso domínio do Ramaldense, mas também de certa maneira mostrava a determinação e atitude da linha defensiva dos Matrakilhos em querer travar o ímpeto do adversário. No 2º tempo como seria de se esperar, a frescura física e discernimento dos Matrakilhos começaram a faltar e isso foi bem aproveitado pelo Ramaldense para tornar a sua vitória no encontro, bem robusta e sólida. Nesta fase do jogo marcaram por mais 4 vezes colocando o resultado final em 6 a 1, com especial nota para o médio centro Filipe Moreira que rubricou uma excelente exibição e à sua conta fez 3 golos. Quanto aos Matrakilhos, dar uma palavra de apreço à sua postura em dignificar a sua camisola, onde os seus jogadores revelaram um enorme espírito de fair-play e de desportivismo, nunca baixando o braços. Conseguiram inclusive o seu tento de honra por André Baptista, numa das mais belas jogadas do jogo, onde após uma boa troca de bola, surgiu um passe a rasgar a defesa, encontrando nos pés deste jogador uma finalização cheia de classe e técnica. Mas a vitória é inteiramente justa e merecida ao conjunto Ramaldense que assim apontou a maior goleada até ao momento na prova.