A vitória protagonizada pela equipa da Portela na jornada passada, apesar de expressiva, não intimidava a equipa da Irmandade, que cedo colocou todos os seus trunfos no campo, querendo mostrar que, os comentários que surgiram na imprensa ao longo da semana sobre a sua derrota na última jornada, não correspondiam necessariamente à verdade. Não nos podemos esquecer, que do outro lado do campo, tínhamos a equipa da Portela que poderia aqui, aproximar-se do 1º lugar. Vinda de uma vitória na jornada anterior tinha os ânimos assegurados, não fosse um acontecimento inesperado fazer com que jogassem toda a 1ª parte com 7 jogadores. Assim, a Irmandade aproveitou e, desde cedo, começou com uma energia nunca antes vista num início de jogo de futebol. Em apenas 2 minutos fez 3 remates e conseguiu o seu primeiro canto. Contudo, mostrou pouca eficácia no seu futebol atacante. Ou melhor, se no jogo entre as Equipas do Deportivo e dos Tortugas existia um Deus do Ar, aqui, existe um Deus da baliza, que em vez de Shu, dá pelo nome de João Martins. A Irmandade parecia controlar todo o jogo, mas, apenas e só até à entrada da área, porque ali, era território divino. A equipa da Portela, muito receosa, muito provavelmente devido à falta de um elemento, surgia pouco perigosa, e, muito poucas vezes aparecia no meio campo contrário. À excepção de Filipe, que jogava quase sozinho, muito pouco apoiado, no meio campo adversário, ainda assim protagonizando alguns lances de maior perigo. Nas bancadas, tentando incentivar a sua equipa, os adeptos da Portela levantaram uma faixa que dizia: “Filipe, és um mar no meio do deserto”. A superioridade da Irmandade era inegável. Surgiam cada vez mais perto, e, pelos pés de Paulo Freitas, várias vezes tiveram oportunidade para inaugurar o marcador. Mas, invariavelmente, Deus João estava lá. E, parecia estar mesmo, pois, dois remates de Ricardo Jorge quase sucessivos, foram adivinhar os postes no meio de uma baliza gigante. Claramente insatisfeito com as sacudidelas da equipa contrária (Portela), Elio Ramos, da Irmandade, defesa de posição, surgia várias vezes na parte mais avançado do terreno de jogo, querendo empurrar a sua equipa ainda mais para a frente. O inevitável surgiu mesmo com o intervalo já à espreita, aos 25min, a Irmandade atacava pela direita, com um remate potente de Tiago Andrade, que o guarda-redes defendeu para a frente e, na recarga, Pedro Franco inaugurou o marcador, fazendo o 1-0 com que chegava o intervalo. É de notar excelente organização defensiva que a equipa da Portela demonstrou ao longo da 1ª parte, a jogar só com 7. A segunda parte foi mais equilibrada, já com 8 jogadores em campo, a Equipa da Portela passou a comandar o jogo, mas apenas por breves instantes. Criou algumas oportunidades por Filipe e por Richart, mas desta feita, foi o guarda-redes improvisado, Tiago “Marchena” a mostrar, que as posições no futebol podem ser uma definição arbitrária. A irmandade apareceu como uma equipa mais serena, à medida que o tempo ia passando, e Paulo Freitas, maravilhou mais uma vez os adeptos presentes, com uma excelente jogada que partiu do meio campo, e, só não deu golo, porque no momento fundamental, um defesa da Portela, surgido não sabemos bem de onde, cortando o remate que poderia levar perigo para a baliza da Portela. Os trunfos apresentados pela equipa da Irmandade, hoje, pareceram suficientes para conseguir alcançar, com dificuldade, a vitória. Quem sabe, quando se voltarem a encontrar de novo, as ambas as equipas possam jogar com 8 jogadores.