Foi um encontro verdadeiramente emotivo e endiabrado, com duas equipas que gostam de jogar futebol e que praticaram um futebol de ataque, sempre com os olhos virados para a baliza. A formação do Estrela, conjunto da 2ª divisão, entrou na partida muito personalizada e com grande organização táctica. Agarrou nas rédeas do encontro desde cedo e pertenceu a ela o 1º lance para golo, com o avançado Rafael falhar o remate já dentro da área. A pressão ofensiva do Estrela era sufocante, remetendo o adversário para o seu meio campo defensivo e perante este cenário acabou por surgir o 1º golo, por intermédio de Hugo Banha. Este jogador aproveitou da melhor uma má opção do jogador killer, que quis sair a jogar junto à sua área, acabando por perder a bola para o médio do Estrela e este muito oportunista não desperdiçou a ocasião. Os Killers mostravam-se muito surpreendidos pela entrada arrebatadora do adversário e o seu potencial encontrava-se ofuscado pela equipa contrária. Mas aos 13 minutos, conseguiram sacudir a pressão e chegaram ao empate por André Rosa, que foi mais lesta que o defesa, após uma defesa incompleta do guarda-redes e empurrou para o fundo da baliza. Este golo veio mudar a corrente do jogo, já que os Killers passaram a estar por cima e conseguiram mesmo passar para frente do marcador, aos 15 minutos com um belo tiro de fora da área por parte do central Pedro Esteves. Durante este período de supremacia da equipa amarela, o guarda-redes Nuno, foi figura de destaque ao rubricar duas defesas estupendas a lances para golo. Do outro lado, o guarda-redes João também teve a sua dose de trabalho e de mérito ao efectuar uma defesa espectacular a remate de Rafael à entrada da área. Com a partida a passar para uma toada de taco a taco, jogo aberto, o Estrela FC conseguiu o empate aos 22 minutos por Serginho, num remate indefensável, pleno de intenção com o esférico a entrar bem colocada e com potência. Dois minutos depois e já perto do final da 1ª parte, o Estrela voltou novamente para a frente do marcador, com um novo golo de Hugo, que passou com uma tremenda facilidade pelo defesa e rematou cruzado. O Estrela acabou a 1ª parte em alta e bastante moralizado diante de uma banal formação dos Killers, da primeira divisão. Para o 2º tempo, voltou a pertencer ao Estrela o 1º sinal de perigo com um remate ao poste. Mas este sinal serviu para fazer acordar a formação dos Killers que a partir daí passou a jogar de forma equilibrada e aí sim começou-se ver o potencial da formação. Lançaram um 1º aviso por intermédio do avançado Vítor Albuquerque, com o esférioc a ser salvo quase sobre a linha de golo, pelo defesa azul. Mas aos 31 minutos, Nuno Rosário, empatou para os Killers, aproveitando uma falha clamorosa do sector defensivo azul. Houve lugar à reacção do Estrela que deteve várias ocasiões para marcar, mas o guarda-redes João esteve em grande plano. A pressão do Estrela voltava a ser sufocante mas desta vez os Killers aguentaram com grande segurança e serenidade. Conseguiram aos 36 minutos passar novamente para a frente do marcador, com um golo de Vítor Albuquerque, sendo um duro golpe para a turma azul. A partida caminhava a passos largos para o seu final e quando já poucos acreditavam o Estrela apontou o seu golo do empate para gáudio de todos os jogadores da turma azul. Pior acabaria por vir depois no desempate por grande penalidades, onde a sorte acabou por abraçar a formação dos Killers que acabou por marcar mais um golo que o adversário. Grande exibição dos jogadores do Estrela FC que saíram de cabeça erguida da prova.