Pode parecer coincidência, mas talvez não seja bem assim. Quase todos os jogos que começam às 20h são jogados a um ritmo mais lento. As equipas ainda não digeriram bem o dia de trabalho e com muita calma começam ambientar-se ao jogo. O Chelselona continua a dar cartas, especialmente graças à sua muralha defensiva, e com o meio campo sempre a fazer as compensações necessárias, quando assim é tudo se torna mais fácil. Os Inseguros continuam a ser uma equipa imprevisível, nunca sabemos muito bem que pode acontecer a esta equipa, já tivemos excelentes exibições, como também alguns jogos em que o funcionamento da equipa é quase nulo. Falando do jogo de hoje, tivemos perante um jogo dividido, com o Chelselona a ter um maior domínio na primeira parte e os Inseguros na segunda. Aos 10m de jogo, por intermédio de Marco Calisto chegaram à vantagem, apesar de estarem a ganhar o Chelselona não abrandou continuando em busca do golo da tranquilidade. Golo que ao fim de mais 9m haveria de aparecer, através talvez do jogador mais influente desta equipa, Miguel Venâncio. A melhor oportunidade da equipa dos Inseguros, foi através de bola parada, nomeadamente de livre directo, com a bola a parar apenas na barra adversária. Chegamos ao intervalo com o 2-0, a favor do Chelselona. A segunda parte tornou-se mais lenta ainda, pois com o Chelselona em vantagem, passaram a controlar a posse de bola e o tempo. Os Inseguros apresentaram-se bem melhor, nesta segunda parte, mas sem nunca criar sérias situações de golo, abusando em demasia dos remates de fora da área. Uma coisa é certa, e um recorde esta equipa do Chelselona já tem, a maior série de jogos sem sofrer qualquer golo, quem será a equipa a facturar primeiro nas redes de Nuno “Yashin” Pimenta? Para além da sua defesa, também João Cavaco a meio campo e Miguel Venâncio rubricaram boas exibições. Pelos Inseguros, além do seu “redes” Ricardo Aveiro, Vasco Silvestre e Pedro Pereira estiveram a bom nível.