As equipas da ARUIL e do ROFF, S.A. assumiam esta 2ª jornada com 1 ponto a separar ambas. A ARUIL tinha entrado com o pé esquerdo no torneio fruto de uma derrota enquanto que o ROFF tinha conseguido alcançado um empate. Este embate entre estas duas equipas não fazia prever que fosse ser o melhor jogo da noite, pois teve todos os ingredientes que são necessários para se tornar num grande jogo. Teve muitos golos (10!), teve emoção até ao apito final do árbitro e acima de tudo teve alternância no marcador realçando uma recuperação espectacular, quase impossível mas que mostra que no futebol nada é impossível. Mas passemos ao jogo propriamente dito. A formação do ROFF tentou desde cedo tomar conta do jogo, procurando explorar as capacidades futebolísticas dos seus homens mais avançados e mostrou que não estava ali para facilitar. Por sua vez a ARUIL, entrou com uma organização táctica defensiva muito bem delineada, com os seus jogadores a saber os espaço que tinham que ocupar e que tarefa tinham que cumprir. Um pouco contra a corrente do jogo, a ARUIL é a 1ª equipa a marcar, fruto de lance individual do defesa Luís Rosa, que disparou de longe para um golo de belo efeito. Após este tento e aproveitando um período de grande desacerto defensivo, a ARUIL dispôs de várias ocasiões para marcar, inclusive de 2 bolas no poste. Já perto do final da 1ª parte e em apenas 2 minutos o ROFF marca 2 golos por intermédio de Jonathan e Tiago Semedo. Estes 2 golos foram o tónico para que na 2ª parte houvesse uma entrada de rompante desta formação que conseguiu marcar mais dois golos, por intermédio do atacante Carlos Vasconcelos, aos 28 e 32 minutos, deixando o resultado em 1 a 4 e com possibilidades muito reduzidas para a ARUIL. Mas esta formação deu provas de ser uma equipa que acredita nas suas potencialidades, muito ambiciosa e que nunca atira a toalha ao chão. A perder por uma desvantagem de 3 golos, após ter estado a ganhar, manteve a sua postura e conseguiu marcar o seu golo aos 34 minutos por Sérgio Rosa. Este golo deu energias suplementares a estes jogadores que passaram a impor um ritmo diabólico na partida e a exercer um forte pressão sobre o adversário. Aos 40 minutos, o defesa Luís Rosa bisava no encontro e punha a sua equipa apenas a um golo de desvantagem. Com toda a gente a presenciar o inacreditável, a ARUIL iria chegar ao empate aos 44 minutos com um grande golo de Adamo que á entrada da área mandou um bomba para dentro da baliza. Era o delírio dentro do campo entre os jogadores desta formação perante o desespero e a aflição dos jogadores do ROFF, que pensavam que tinham o pássaro na mão. Pior ficariam, quando aos 44 minutos, a ARUIL passava para a frente do marcador com um golo do seu capitão Vítor Ramada que assim coroou o esforço de toda a equipa na reviravolta do encontro. Foi uma autêntica festa a comemoração deste golo. Perante este cenário de humilhação extrema por parte da formação do ROFF, os seus jogadores sentiram que teriam que fazer alguma coisa mas o tempo já não corria a seu favor. Mas foi aí que a estrelinha da sorte apareceu e a um minuto do fim, Carlos Vasconcelos, com o seu hat-trick igualava o jogo a 5.