Nesta segunda-feira, dia 18 de Junho de 2007, era com muita expectativa que se aguardava o jogo a ser realizado pelas 20h no estádio Pinto Basto. O público presente, na sua maioria do género feminino, não conseguia esconder a enorme ansiedade presente nos seus corações. Esta partida opunha as equipas do Grupo Desportivo e dos Unidos de Lisboa. Apesar do Grupo Desportivo estar a sentir alguma dificuldade em se afirmar, o líder do campeonato, Unidos de Lisboa, deixava passar nas entrelinhas que mostrava algum receio devido à qualidade técnica da equipa adversária. A partida teve início, com um Grupo Desportivo mais atrevido, levando algum perigo à baliza adversária, com uma boa recuperação de Cláudio, nº7, no meio campo, e, que, o nº 30, Eduardo correspondeu com um bom remate. Tentava assim o Grupo Desportivo alcançar a sua 1ª vitória frente à actual equipa nº 1 do campeonato, que ainda não tinha sofrido qualquer derrota. As duas equipas conseguiram organizar-se, e, assistimos a uma parte do jogo com poucos lances de perigo. Até que, aos 10min, após uma excelente jogada do Grupo Desportivo, que saiu praticamente do seu meio campo até à área adversária, com uma bonita jogada ao primeiro toque, envolvendo pelo menos metade da sua equipa, a responsabilidade sobrecarregou o nº 7, Cláudio, que já habituado há muito a este deporto de alta competição, com muita tranquilidade, fez a sua equipa gritar golo pela primeira vez na noite. O Grupo Desportivo ainda conseguiu aguentar a sua superioridade por alguns minutos, mas, “as mulheres nas bancadas prometiam maravilhas” e os Unidos de Lisboa, fizeram toda a sua equipa avançar no terreno, fazendo com que o Grupo Desportivo jogasse agora muito perto da sua área. Sem surpresa, devido à sua pressão alta, os Unidos de Lisboa empatam a partida, através de um canto apontado por Élio, o já nosso conhecido Pauleta, que João Ferreira correspondeu maravilhosamente, fazendo o marcador passar para 1-1 aos 16min. Com a carga psicológica, já referida, que chegava das bancadas, ambas as equipas se descuidavam na defesa e, foram os guarda-redes de ambas as equipas a oferecerem tranquilidade aos seus colegas. Os cruzamentos de Élio, de cognome, Pauleta, continuariam a criar muito ruído na área do Grupo Desportivo, e, aos 20min, através de mais um cruzamento com muita classe de “Pauleta”, Raul só precisou escolher onde queria pôr a bola, e, sem saltar, numa “cabeçada ensaiada” fez o 2-1 para os Unidos de Lisboa. Até ao intervalo o marcador não iria sofrer mais alterações, apenas consideramos importante referir, que o Grupo Desportivo parecia defender com muitos homens. A 2ª parte trouxe-nos um Grupo Desportivo com menos homens a defender. Menos homens, mas com melhor qualidade. O nº 15, Hugo, mostrava toda a sua classe no relvado, fazendo Nesta e Cannavaro parecerem jogadores de ligas amadoras. Inclusive, Cannavaro que assistia ao jogo na bancada, em entrevista exclusiva aos repórteres da Masterfoot, não conseguiu esconder a sua emoção e, disse-nos, passamos a citar “É a realização de um sonho”, referindo-se a Hugo do Desportivo e a Filipe dos Unidos e à ascensão de novos centrais no futebol mundial. E, aproveitando a inclinação do campo, o nº 14, Élio (mas não Pauleta), com um excelente “drible” à entrada da área, repunha a igualdade no marcador 2-2. O jogo passou a ser disputado muito no meio do terreno, sem nenhuma das equipas protagonizar grandes lances de perigo. Ao min22, num magnífico arranque de Diogo pela direita, que conseguiu destabilizar por completo a defesa do Grupo Desportivo, assistiu Élio, agora sim, Pauleta, que com um remate potentíssimo, fixou o resultado final em 3-2, fazendo a sua equipa somar mais uma vitória.