Os Prodígios tinham nesta jornada uma tarefa difícil e complicada diante de um adversário que tem bons argumentos futebolísticos mas que luta para se manter no escalão principal, como é o caso da VIA FC. Realmente a VIA FC a necessitar de pontos para fugir à despromoção, tinha nesta jornada a ambição de poder vencer e assim sair dessa zona de desconforto. Contudo o seu adversário também não poderia "tropeçar" já que nesta reta final da prova qualquer deslize pode ser fatal para perder a corrida do título. Os Prodígios já sabiam de antemão que os seus rivais na corrida pelo título haviam ganho e por números expressivo, pelo que só a vitória interessa para este conjunto. Daí terem iniciado o jogo com uma uma dinâmica forte e uma intensidade de jogo alta por forma a chegarem ao golo cedo. Realmente conseguiram, surpreender e espantar o adversário e lançaram o seu 1º sinal de perigo logo nos primeiros minutos quando Ricardo Pereira conduziu o lance pelo corredor direito, tirou um adversário do caminho e ofereceu de bandeja ao avançado Miguel Nogueira, que diante de guarda-redes falhou o alvo, desperdiçando uma clara oportunidade de golo. Mas, aos 9 minutos, uma falta cometida na grande área permitiu aos Prodígios beneficiarem de uma grande penalidade no qual o defesa Filipe Oliveira não perdoou, inaugurando o marcador. O domínio e a pressão ofensiva dos Prodígios continuaram e, aos 14 minutos, a vantagem acabou por ser dilatada por Miguel Nogueira, que desta vez não deixou os seus créditos por pés alheios e finalizou da melhor forma um lance de transição rápida. A perder por duas bolas, a VIA FC conseguiu sacudir a pressão a que vinha sujeito e reagiu na procura de reduzir a diferença. Mesmo assim nãos e livrou de novo susto, na sequência de um lance atabalhoada na sua área levou a que Nuno Barreira rematasse à barra, naquele que poderia ter sido o 3º golo dos Prodígios.
Para o 2º tempo a história do jogo mudou um pouco com a VIA FC a entrar no jogo com maior determinação em dar volta ao resultado. Evidenciando uma grande ambição e alma, a VIA FC colocou a defensiva adversário em grande apuros e desacertos, chegando ao golo aos 36 minutos, por intermédio de André Cabrita. Tratou de um lance vistoso, um golo monumental deste excelente jogador, cujo o toque de bola não engana. Passe pelo ar teleguiado para as costas da defensiva adversária e o médio a rematar à meia volta e sem deixar cair o esférico no relvado, levando os seus colegas a delirar com fantástico gesto técnico. Este golo ainda trouxe maiores esperanças a este colectivo em poder chegar ao empate e durante largos minutos a pressão da VIA FC foi uma constante. A história do jogo esteve em suspense até ao minuto 48, altura em que os Prodígios colocaram um ponto final com o golo de Márcio Gonçalves, num pontapé do meio da rua que acabou com as esperanças do adversário.