Banco BPI vs Banco CTT
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3-2- 20:00
- CIF - Pavilhão
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17' Amilcar Ferreira
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36' Nuno Neves
Reportagem
O jogo colocava frente a frente o BPI que sabia que não podia dar-se ao luxo de perder qualquer ponto se quisesse manter a sua pretensão ao título ao Banco CTT que via nesta partida a derradeira ocasião de chegar aos lugares que valiam o bilhete para a final nacional.
Apenas a vontade de vencer não seria suficiente para levar de vencida uma equipa sempre difícil de enfrentar como é a do Banco CTT que inclusive entrou melhor no jogo e teve nos pés de Rui Nunes, a passe milimétrico de Tiago Esteves, e de Amílcar Ferreira as primeiras bolas de golo que obrigaram Paulo Santos a defesas apertadas para canto. Reagia por fim o BPI mas em contra-ataque em que Sérgio Rola, após ultrapassar o guardião Nuno Neves, desviou para as malhas laterais. Na outra baliza Rui Nunes voltava a dar trabalho a Paulo Santos mas o BPI assumia por fim maior controlo do jogo e Pena, para defesa de Nuno Neves, Prata, por cima da barra e Tiago para nova defesa de Nuno que parou igualmente a recarga, de cabeça, de Pena, davam o mote para o golo inaugural que surgiria aos 12m na sequência de uma tabela entre Tiago e Pena com o primeiro a finalizar num remate frontal. A vantagem duraria poucos minutos uma vez que Amílcar iria efetuar um roubo de bola à defesa contrária e, após tabelar com Ricardo Vieira, não desperdiçaria a oportunidade de faturar. Até ao intervalo o BPI ainda tentaria chegar de novo à vantagem mas Sérgio Rola, isolado, tiraria um chapéu ao lado da baliza e melhor não faria Pena quando Filipe Carapinha o assistiu primorosamente.
A segunda traria um jogo muito equilibrado repartido pelas duas metades do terreno e sem ocasiões declaradas de golo mas a meio do segundo tempo, no escasso período de um minuto, o BPI iria marcar por duas vezes, e ambas por intermédio de Filipe Carapinha. O 2-1 surgiria após uma grande jogada individual de Tiago que efetuou passe atrasado para Prata que, por sua vez, optou por assistir Filipe na direita que rematou de pronto e colocado e o 3-1 na sequência de um contra-ataque conduzido por Filipe que efetuou um passe-remate desviado por um defesa do Banco CTT para dentro da sua baliza. A perder por dois o Banco CTT soltou-se para o ataque no tudo por tudo mas encontrou pela frente Paulo Santos em grande forma. Amílcar e Rui Nunes, ambos por duas vezes, remataram colocado para defesas do guardião que brilharia em mais uma defesa impossível a remate de Hugo Sousa a centímetros da baliza. O BPI colocava o seu foco na manutenção da vantagem conseguida atacando mais pela certa tendo o quarto golo quase surgido num grande remate em arco de Sérgio Rola que embateu em cheio no poste. Seria no entanto o empenho do Banco CTT a ser recompensado e na sequência de um canto a bola seria colocada para a intermediária do lado direito onde surgiu o guarda-redes Nuno Neves a mostrar que além de grandes defesas também sabe fazer grandes golos como o obtido num forte remate em curva que deixou Paulo Santos sem qualquer hipótese de defesa. Com 4 minutos para serem jogados o Banco CTT continuaria a fazer avançar o seu guarda-redes ou a utilizar guarda-redes avançado mas o BPI mostrou coesão defensiva e teria a mais flagrante ocasião de golo quando Pena, num contra-ataque, com a baliza deserta e à sua mercê, iria acertar no poste desperdiçando o 4-2.
Vitória justa do BPI fruto do seu jogo coletivo mais entrosado e organizado mas com elevado grau de dificuldade, espelhado no resultado, dada a réplica constante dada pelo Banco CTT que manteve até ao final o resultado em aberto. Tiago foi o jogador mais ativo no jogo do BPI mas seriam as mãos de Paulo Santos o garante da vitória enquanto no Banco CTT o devido destaque é devido a Nuno Neves que não satisfeito com as defesas que efetuou ainda foi o autor de um brilhante golo, o segundo da sua equipa.
Duelos
| Banco BPI | Banco CTT | |
| 3 | JOGOS | 3 |
| 2 | VITÓRIAS | 1 |
| 1 | DERROTAS | 2 |
| 0 | EMPATES | 0 |
| 11 | GOLOS MARCADOS | 9 |
| 9 | GOLOS SOFRIDOS | 11 |
