A festa da Taça teve o seu a auge esta noite com a final que pôs frente a frente duas equipas que militam no 2º escalão do futebol da MasterFoot. Tendo o campeonato já terminado, a época poderia acabar em beleza para a formação do Pedro Vicente Seguros, já que garantiu a subida à 1ª divisão e a isto poderia juntar a Taça. Por sua vez, os Ultras acabaram o campeonato de forma um pouco frustrante para os seus objectivos iniciais, já que era seu intuito a subida de divisão. Acabaram no 4º lugar e viam na Taça uma hipótese de poder salvar a época. O encontro iniciou-se com bastante nervosismo e precipitação de ambas as equipas nas suas acções. Passado esse período, o jogo começou a ser muito disputado a meio campo, com os Ultras a serem a primeira equipa a abrir o activo com um disparo fulminante de Santana, do meio da rua, aos 6 minutos. Este golo provocou a reacção do Pedro Vicente Seguros, que acelerou de imediato o ritmo do jogo. Apesar de alguma pressão ofensiva do P.V.S. na procura do golo, os Ultras não deixaram de, também eles, causarem perigo, através de transições rápidas de defesa/ataque, como foi o caso de um excelente passe de Gomes a isolar o avançado Miguel, com este a fazer um chapéu um pouco ao guardião adversário, saindo o esférico um pouco por cima da barra. Mas a pressão intensa do P.V.S. conseguiria dar os seus frutos, já que aos 16 minutos foi assinalada uma grande penalidade a seu favor, ao qual Nuno Quinta não desperdiçou. Com o empate registado, o jogo não baixou o ritmo, pois continuou a ser muito intenso e disputado. Sentindo a necessidade de afastar um pouco a pressão que vinha a sofrer, os Ultras colocaram em sentido o adversário, com um cabeceamento à barra de Miguel, após um canto. O empate chegaria ao final do 1º tempo. Para a 2ª metade do encontro a emoção iria crescer ainda mais, com mais golos e incerteza no marcador. Aos 37 minutos, o médio dos Ultras, Ema, colocou novamente a sua equipa em vantagem. Com um remate à meia volta espectacular no coração da área, após um cruzamento soberbo de Santana, o esférico entrou na baliza que nem uma bomba, num remate que não deixou que a bola tocar no chão. O mesmo jogador, dois minutos depois, ampliou a vantagem para 1 a 3. O P.V.S. começava a sentir que a taça estava a fugir do seu horizonte, mas mesmo assim não baixou os braços e um grande penalidade assinalada a seu favor aos 44 minutos, veio dar outra esperança a esta formação. O castigo máximo foi bem convertido e a desvantagem reduzida para 2 a 3. Nasciam novas esperanças para os lados do P.V.S., mas que o médio ultra Ema iria desfazer num curto espaço de tempo. De facto este jogador esteve numa noite endiabrada, sendo o homem do jogo e aos 47 minutos colocou um ponto final sobre quem iria levantar o tão almejado troféu. Após um canto batido na esquerda, a bola sobrevoou até ao 2º poste, onde o avançado Miguel cabeceou de retorno para o 1º poste, onde surgiu muito rápido e livre de marcação, o temível Ema que não perdoou. Resultado final de 4 a 2 para os Ultras que venceram com justiça esta final, sendo a equipa mais eficaz no seu sector ofensivo.