Esta meia-final foi mesmo um duelo de Titãs. Estas duas formações encontram-se a fazer um campeonato extraordinário e prova disso é o facto de estarem, a disputar palmo a palmo o título do campeonato, estando em igualdade pontual na 1ª posição. O conjunto dos On the Edge, realizou uma 1ª parte verdadeiramente esmagadora, dominando por completo o adversário e impondo o ritmo do jogo. Com um futebol muito autoritário e preenchendo todos os espaços, anularam por completo qualquer tipo de investida e/ou algo parecido por parte da Exquadra. Evidenciando grande organização táctica, os On The Edge, acabaram por passar para a frente do marcador, aos passar do minuto 15, por intermédio do seu artilheiro Licas "The Kid" que não perdoou o palmo de terreno que lhe foi concedido dentro da área e sem marcação não perdoou. Já minutos antes tinha lançado o aviso, ao rematar ao poste. Não demorou muito tempo para que o resultado fosse ampliado para 2 a 0 com Jorge a estar a foco, ao ser incisivo na forma como abordou o lance e finalizou a jogada, não dando qualquer tipo de possibilidade de defesa. Realmente este 1º tempo, os On the Edge apresentou a lição muito bem estudada, com os seus jogadores a revelarem grande organização táctica e sendo muito sólida quer na defesa quer no ataque. No 2º tempo continuou a haver futebol de grande nível e com a demonstração de que esta modalidade é realmente uma caixinha de surpresas. Como seria de esperar, a Exquadra teria que mudar a sua atitude e prestação nesta 2ª parte. E realmente isso viria a acontecer. Para isso também muito contribuiu o facto de terem marcado cedo, logo aos 29 minutos por intermédio de Hugo Silva, na sequência de um canto apontado na direita, com este jogador a saltar mais alto por entre os centrais contrários e a cabecear para o interior da baliza. Com o resultado reduzido para 2 a 1 para os On The Edge, a Exquadra viu os seus índices de motivação a subirem em flecha, sendo reflectido no seu jogo que passou a ser mais esticado, com maior amplitude, com os seus jogadores a conseguirem com grande frequência e perigo chegar à baliza adversária. Neste 2º tempo, os lances de maior perigo foram todos para o conjunto da Exquadra, pecando apenas na capitulo da finalização. Quando já ninguém o esperava e já numa tentativa desesperada de alcançar o empate, os azuis, beneficiaram de um livre directo à entrada da área. Assumindo a responsabilidade de bater o livre, Serra "Ljunberg" bateu de forma irrepreensível o livre, dando uma trivela à "Quaresma", o que surpreendeu tudo e todos. Foi o delírio por entre todo o grupo azul, a contrastar com a desilusão e amargura dos jogadores dos On The Edge que viram no último lance do encontro, a perca da vantagem. Com o empate a 2 bolas, foi necessário recorrer à lotaria das grandes penalidades, onde a Exquadra acabou por ser mais feliz, mostrando total eficácia na conversão, ao passo que o adversário falhou uma.