Este encontro entre estas duas equipas foi recheado de grandes momentos e de um desfecho imprevisível. De facto a irmandade do Granel e a Ass. Rec. Amigos presentearam os adeptos com um grande espectáculo de futebol. Com muita entrega e luta e dedicação, o jogo foi bastante emotivo do princípio ao fim. Com a alcunha de craque, Ruben “Deco” foi o primeiro a abrir o marcador e para a formação da Irmandade. De facto com pezinhos de lã surgiu isolado na área, após um lançamento de linha lateral e fuzilou a baliza contrária. Os Amigos não se deixaram abater e com uma grande entreajuda e companheirismo conseguiram igualar minutos depois, pelo convidado Pedro Correia, que estupendo jogador. Sempre endiabrado com a bola no pé é um autêntico perigo à solta e o que é certo é que o seu golo pleno de técnica e elegância, pois partiu os rins ao adversário e executou um cruzamento remate que enganou toda a gente. Foi uma bela reacção dos Amigos que souberam dar a volta a uma pressão inicial da Irmandade. Mas o adversário voltaria à carga e o que certo que voltaria a marcar, aproveitando uma desatenção defensiva dos Amigos que foi muito bem aproveitada pelo avançado da Irmandade. Com o resultado de 2 a 1 a seu favor a irmandade mostrava grande eficácia na finalização. A partida era jogada a um ritmo alucinante fazendo lembrar os típicos jogos britânicos, onde as equipas jogam abertas e para ganhar, lutando até à exaustão pela vitória. O intervalo não mudaria em nada este cenário, muito pelo contrário, pois a 2ª parte ainda foi mais fértil em golos e em futebol espectáculo. De facto este jogo foi impróprio para cardíacos face ao que se iria desenrolar. Os Amigos começaram a 2ª parte à procura do tento da igualdade mas a Irmandade com uma postura de maior contenção ia segurando o ímpeto adversário e lançava os seus ataques rápidos. Num desses lances aumentaria a vantagem para 3 a 1 a seu favor, com um Paulo Freitas. Mais uma prova de como era grande a eficácia do ataque da Irmandade que cada vez que se chegava à baliza contrária com perigo conseguia marcar. A partida encontrava plenamente controlada pela formação do Granel que se mostrava mais madura e matreira. Foi então que a 10 minutos do fim, os Amigos deram o seu grito de revolta e como autênticos guerreiros protagonizaram uma reviravolta de outro mundo. O seu capitão e líder, Ruben Francisco, deu o mote quando aos 40 minutos reduziu para 3 a 2 e assim injectava esperança e fulgor nas veias dos seus colegas. Foi vê-los a impor um futebol lindo e estonteante, cheio de velocidade e mestria e com isto a defensiva da Irmandade ficou toda ela baralhada e impotente para travar tais ataques. Rapidamente o empate foi alcançado pelo avançado terrível Luís “Pauleta” Dores que parecia uma autêntico ciclone. O delírio e a loucura no banco e bancadas dos adeptos dos Amigos seria ao minuto 47, quando André Valente concluiu com sucesso, uma ataque rápido, fazendo o 4 a 3 para a sua equipa e colocando o estádio em autêntico estado de vulcão em erupção. Grande reviravolta no jogo e no marcador. Os jogadores dos Amigos podem dizer-se que foram uns autênticos heróis da noite.