No confronto entre estas duas formações, desde cedo se verificou maior pendor ofensivo por parte do coletivo dos Retrocas. A formação verde entrou no jogo impondo uma grande intensidade no seu jogo ofensivo, o que colocou enormes embaraços à equipa adversária que tinha muitas dificuldades em sair a jogar e sacudir a pressão que vinha a sofrer. As oportunidades de golo vinham sendo desperdiçadas por parte do ataque dos Retrocas, mas aos 18 minutos o marcador acabou mesmo por ser inaugurado, por Wilson Sanches, numa jogada em que a defensiva dos Motoratos mostrou alguma permeabilidade. Contudo e face às imensas oportunidades de golo construídas ao longo da 1.ª parte pelo coletivo dos Retrocas, o intervalo chegou com a vantagem a ser mínima.
A 2.ª parte iniciou-se com o golo do empate por parte dos Motoratos de Marte, com Rui Andrade a encetar uma jogada individual sobre o corredor esquerdo, passando por vários defesas e, perante a saída do guarda-redes, finalizou com muita classe para o fundo das redes. Parecia que iriamos ter uma 2.ª parte de maior equilíbrio no jogo, mas isso foi uma mera ilusão. Os Retrocas sentiram-se feridos no orgulho pelo golo sofrido e avançaram para uma pressão asfixiante sobre o adversário, algo que resultou num resultado volumoso. Aos 29 minutos passaram novamente para a frente do marcador, com um golo da autoria de Ruben Monteiro. Aos 31 minutos, o conjunto verde ampliou a vantagem com uma bela jogada ao 1.º toque que culminou num auto-golo do defesa que tentava evitar o golo e acabou por introduzir o esférico na própria baliza. Com a quebra física do coletivo encarnado dos Motoratos de Marte, a tarefa dos Retrocas tornou-se ainda mais fácil e só por isso se pode explicar que o resultado final possa ter atingido um marcador tão expressivo como este.